Jornalismo de interesse público e licenciamento aberto

7.02.14 | admin

Para algumas áreas, as vantagens da adoção de licenças abertas é marcante. É o caso do jornalismo de interesse público. Empreendido em geral por organizações sem fins lucrativos, é um jornalismo independente das limitações tanto de pauta quanto de estrutura dos grandes conglomerados de mídia. Livres de imperativos comerciais, agências que praticam esse tipo de jornalismo normalmente têm em mente que suas matérias circulem o máximo possível – e é aí que as licenças abertas entram como um instrumento essencial.

No Brasil, um grande exemplo é a Agência Pública, que não só publica todas suas reportagens em Creative Commons, como também incentiva o compartilhamento (“Roube nossas histórias“):

Somos uma agência de reportagem e jornalismo investigativo independente e sem fins lucrativos. Todas as nossas reportagens podem ser reproduzidas livremente, seguindo as nossas normas de republicação:

As reportagens da Pública podem ser levemente editadas, ter os títulos alterados e mudanças pequenas para adequar o conteúdo ao estilo do veículo. (…)

 

No ano passado, pensando modelos de financiamento para o jornalismo investigativo no Brasil, a Pública lançou uma campanha de crowdfunding no Catarse. Foi tão bem sucedida que foram financiadas 12 reportagens, em vez das 10 previstas inicialmente. Dentre as várias recompensas oferecidas aos doadores, uma foi um workshop sobre Creative Commons, dado pela equipe CC-Brasil, e serviu como um estreitamento do entendimento entre jornalismo e o CC.

Essa semana, foi publicada a primeira das reportagens fruto desse projeto. Trata-se de uma investigação sobre a transposição do Rio São Francisco, no nordeste brasileiro. Divulgamos aqui o link, assim como divulgaremos o conjunto de reportagens, quando estiverem todas publicadas. Acompanhe pelo site da Pública.

reduzida-Itabaiana-Canal-Treze-de-Maio-afluente-do-rio-PB-Esgotos-lancados-diretamente-3-600x380Fonte: Na contramão da transposição

Veja a matéria: http://www.apublica.org/2014/02/na-contramao-da-transposicao/